Infinitamente consumido de dores na alma
Revolvo-me sobre as cinzas de uma alegria
Um dom prometido à eternidade,
Pranteia inconsolável face a sua jornada sombria
Minha boca se dilata encharcada das lágrimas vertidas
Esse luto que deambula em minha estrada
Em me acompanhar me humilha, me mata e me ressuscita
Acreditando em minha pequenez fui surpreendido!
Descobri caber em mim um sofrer infinito
Minh'alma se eleva só quando erguida por ganchos agudos
E toca a pedra quando afligida pela vida num sufocar bruto
Não há compaixão que me alivie desse chorar
Nem um alento sequer que possa me erguer
Cego das muitas batalhas desde a luz da aurora
Naufragado em lágrimas antes do anoitecer.
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