quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Da religião dos pensantes

E sussedeu-se que achara que por compreender a vida não deveria conhecer a morte. Dizia a si mesmo constantemente: "Compreendi a vida, decifrei teus enigmas. Pronto, ganhei!", que se traduzia suplicantemente em "Efígie, resolvi teu enigma, não devora-me...".
E é isto, os escritores não suplicam a Deus; suplicam à Verdade, como se esta deusa fosse superior àquEle. Enquanto os outros se ocupam em rezar, os escritores se ocupam em escrever, mas não há salvação alguma, não há prêmio, não há vitória. Naturalmente morre-se e acabou-se.

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